Durante esse 1° semestre, pudemos entender melhor como o Jornalismo foi se desenvolvendo, através da industrialização, do aumento da tecnologia e de vários outros fatores democráticos.
De acordo com o capítulo “Conceitos e Histórias” do livro Teoria do Jornalismo, de Felipe Pena, o meio noticioso se consagrou tanto entre as pessoas, porque nos sentimos na obrigação de saber tudo, sobre todos, a todo o momento. Essa necessidade de saber o que ocorre pelo mundo, no texto, é chamada de ubiqüidade, que nos permite ter a sensação da onipresença, através da alteridade (“estar” presente em algum local através de outro indivíduo). Em função dessa necessidade de se obter informações, é que surgiram os meios de comunicação de massa.
Ainda de acordo com o texto, pode-se dizer que a primeira mídia criada pelo ser humano, foram os relatos orais. De longas viagens dos navegadores, podiam surgir muitas notícias para serem tratadas pela população da época. Mas, mesmo a oralidade sendo uma importante forma de repassar informações, a manifestação impressa também causou um importante impacto naquele tempo. Afinal, agora fora criado um maior suporte para a memória dos fatos, uma verdadeira revolução jornalística.
Com isso, nasceu a imprensa: agora o cidadão tinha um “espaço público”, (figurativamente), no qual podia discutir o interesse da maioria. Bom, como o espaço era público, é claro que os governantes se aproveitaram da situação para autorizar ou proibir que certos fatos fossem noticiados, tudo de modo que beneficiasse seus próprios interesses.
Mais tarde, com o surgimento da rádio e, após a 2ª Guerra Mundial, da televisão, os meios de comunicação tiveram um progresso estrondoso. Além disso, a industrialização, a mudança das pessoas do campo para as cidades e a crescente taxa de alfabetização da época, contribuíram para que a mídia se consolidasse cada vez mais na vida das pessoas.
Atualmente, temos o que pode ser considerada uma das maiores revoluções do jornalismo até hoje: a internet. Notícias segundo a segundo, sem necessidade de esperar 24 horas para saber quais são as manchetes do dia seguinte. É tudo ali, visto e até discutido (através de comentários e fóruns de discussão) na hora e no lugar em que o leitor desejar. Mas estamos cansados de saber, que tudo tem seu lado negativo. Com essa agilidade na publicação de notícias, estas podem acabar perdendo credibilidade, devido à falta de apuração necessária antes da publicação. Podemos ter acesso a fatos errôneos ou sem nenhum fundamento.
Em suma, enquanto não se encontra uma solução adequada para reforçar a credibilidade de tais informações, ficaremos aguardando a próxima grande invenção midiática da humanidade.
• Fonte: Capítulo "Conceitos e Histórias", do livro Teoria do Jornalismo (Felipe Pena)/ Aulas de Introdução ao Jornalismo.
• Texto: Carol Ribeiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário